Com a chegada das temperaturas mais baixas, a decoração volta sua atenção para recursos capazes de tornar os ambientes mais confortáveis e agradáveis no dia a dia
Entre as principais apostas das arquitetas Ticiane Lima, Camila Strang, Juliana Cascaes, DP Barros e do arquiteto Cadu Mayresse para o inverno 2026 estão o uso de materiais naturais, a valorização das texturas, a iluminação quente e uma paleta de cores inspirada na natureza.
A madeira segue como um dos materiais de maior destaque na estação. Presente em pisos, marcenaria, mobiliário e revestimentos, ela aparece principalmente em tonalidades mais quentes, contribuindo para uma percepção visual de conforto. Segundo Juliana Cascaes, acabamentos como o pau-ferro ajudam a criar ambientes mais agradáveis e elegantes, enquanto Camila Strang e Cadu Mayresse destacam a presença da madeira em mesas, estantes, aparadores e peças de desenho atemporal.
No mobiliário, o inverno reforça a preferência por peças de proporções generosas e formas suaves. Sofás mais profundos, poltronas envolventes e estofados com volumes arredondados aparecem entre as recomendações das quatro profissionais. Para Ticiane Lima, móveis com desenho orgânico e assentos mais confortáveis favorecem momentos de convivência e descanso. Já Camila Strang observa uma busca crescente por ambientes que incentivem a permanência e a interação entre as pessoas.

As texturas também ganham protagonismo. Linho, lã, tricô, bouclé, camurça e veludo aparecem como alternativas para aquecer visualmente os espaços sem a necessidade de grandes intervenções. A recomendação é combinar tecidos mais encorpados com materiais naturais, como madeira, pedra e fibras artesanais. Almofadas, mantas, tapetes e cortinas surgem como recursos simples para adaptar a decoração à estação.

“Uma forma prática de atualizar os ambientes é investir em camadas de texturas”, afirma Ticiane Lima. A arquiteta recomenda o uso de mantas em sofás, poltronas e camas para adicionar conforto e criar pontos de destaque na decoração.
A paleta de cores acompanha esse movimento. Tons terrosos continuam predominando, especialmente areia, fendi, caramelo, terracota, argila, chocolate e marrom. Verde-musgo, ferrugem, azul-petróleo e vinho aparecem como complementos capazes de trazer contraste e personalidade. Segundo Cadu Mayresse, essas tonalidades dialogam com tendências observadas recentemente nos principais eventos internacionais de design.

A iluminação é outro aspecto apontado pelas arquitetas como fundamental para os meses mais frios. Abajures, luminárias de apoio, arandelas e sistemas de luz indireta ajudam a criar cenários mais agradáveis durante a noite. A preferência é por temperaturas de cor mais quentes, que valorizam materiais naturais e reforçam a sensação de conforto visual.

Além dos elementos visuais, os aromas também passam a ocupar espaço nas escolhas para a casa durante o inverno. Segundo os arquitetos da DP Barros, fragrâncias com notas de baunilha, canela, sândalo, cedro e âmbar ajudam a reforçar a percepção de conforto e aquecimento dos ambientes. Difusores, velas perfumadas e sprays para tecidos aparecem entre os recursos mais utilizados para incorporar essa camada sensorial à decoração.

O conforto térmico, obviamente, também ganha atenção. Tapetes, cortinas mais encorpadas, esquadrias com boa vedação e vidros adequados contribuem para conservar a temperatura interna dos ambientes. Ticiane Lima destaca ainda a utilização de aquecedores portáteis, sistemas integrados de aquecimento, toalheiros aquecidos e lareiras ecológicas como soluções que vêm sendo incorporadas aos projetos residenciais.
Juliana Cascaes chama atenção para elementos que muitas vezes passam despercebidos, como cortinas, persianas e revestimentos de parede. Segundo a arquiteta, tecidos mais encorpados ajudam a tornar os ambientes visualmente mais confortáveis, enquanto papéis de parede com acabamento que remete ao linho ou a fibras naturais acrescentam profundidade e ajudam a reduzir a sensação de superfícies frias.

Em comum, as profissionais apontam uma valorização crescente de materiais autênticos, soluções duráveis e ambientes que privilegiam o conforto no uso cotidiano. No inverno 2026, a decoração aposta menos em mudanças radicais e mais em ajustes pontuais capazes de tornar a casa mais agradável durante toda a estação.




