Casa do Saulo: A essência tapajônica em uma experiência gastronômica exclusiva

Se existe um restaurante que traduz a verdadeira experiência paraense em cada detalhe, esse lugar é a Casa do Saulo. Recém-chegada a São Paulo, a casa não é apenas um restaurante, mas um portal para os sabores, aromas e tradições do Tapajós, região do Pará onde tudo começou. Para quem busca uma experiência gastronômica autêntica e sofisticada, esse é um destino obrigatório.

O chef Saulo Jennings, reconhecido internacionalmente e nomeado Embaixador de Turismo Mundial pela ONU, construiu sua trajetória com um compromisso inabalável: levar a culinária tapajônica ao mundo sem abrir mão de suas raízes. Cada prato da Casa do Saulo carrega essa filosofia, utilizando ingredientes nativos, pescados manejados de forma sustentável e técnicas que respeitam séculos de tradição.

Sabores únicos e ingredientes raros direto do Tapajós

A grande estrela do menu é, sem dúvida, a riqueza dos ingredientes. Pirarucu, tambaqui, feijão de Santarém, tucupi, jambu, cupuaçu, taperebá e castanhas paraenses são apenas alguns dos elementos que compõem os pratos, todos trazidos diretamente do Pará. E não se trata apenas de ingredientes exóticos—é uma logística impressionante que sustenta essa operação: toda semana, toneladas de insumos chegam a São Paulo para garantir que cada refeição seja fiel à tradição.

O menu é uma verdadeira jornada pelos sabores do Tapajós. Entre os destaques está o A Casa do Saulo, um filé de pirarucu grelhado com molho de castanha-do-pará, banana-da-terra e camarão rosa, acompanhado de arroz de chicória da Amazônia. Outra experiência imperdível é a Piracaia, um peixe assado na brasa servido com acompanhamentos à vontade, como farofa de piracuí e vinagrete de feijão de Santarém—prato perfeito para compartilhar e sentir o sabor rústico e defumado das tradicionais festas à beira do rio.

E para quem quer levar a experiência paraense ao próximo nível, os drinks autorais são um espetáculo à parte. O Tacacá Drink combina cachaça de jambu, tucupi e mix cítrico alcoólico, criando uma experiência sensorial única que mistura frescor e um leve formigamento na boca. Já o Taperebá Mule, feito com vodca, gengibre e espuma de taperebá, é uma versão tropical e sofisticada do clássico Moscow Mule.

Entrevistamos o Chef Saulo com exclusividade para à Escape Magazine. Confira o papo:

Escape: “A Casa do Saulo nasceu da sua conexão com a Amazônia e sua missão de valorizar a culinária tapajônica. Como você equilibra autenticidade e inovação ao apresentar essa gastronomia para novos públicos, como o paulista?”

A culinária amazônica é uma cozinha de origem, cheia de história, tradição e respeito ao território. Quando comecei a cozinhar, ainda em casa, aprendi com meu pai que o sabor vem da verdade do ingrediente e do respeito ao tempo das coisas. Essa autenticidade nunca saiu da minha cozinha, mesmo quando fui ampliando os restaurantes e levando a gastronomia tapajônica para outras regiões. O segredo é manter a raiz, trazer os ingredientes diretamente do Tapajós e respeitar a identidade do prato, mesmo quando damos uma apresentação mais contemporânea ou fazemos novas combinações. A Piracaia, por exemplo, não é só um prato do restaurante, é uma celebração amazônica, um ritual dos povos ribeirinhos. Quando sirvo uma costela de tambaqui na brasa com banana da terra, arroz de chicória e farinha, não estou só vendendo uma refeição, estou contando uma história. E é isso que me interessa: manter a essência da minha terra viva, independente do lugar onde eu esteja cozinhando

Escape: “Além de ser um chef premiado, você se considera um ativista. Como a gastronomia pode ser uma ferramenta de transformação social e quais os impactos concretos que o seu trabalho já gerou para as comunidades ribeirinhas?”

Antes de ser chef, sou um cozinheiro da floresta. Tudo o que faço passa pelo compromisso de fortalecer as comunidades ribeirinhas e os pequenos produtores da Amazônia. A Casa do Saulo não existiria sem eles. Hoje, movimentamos mais de 400 famílias que fornecem semanalmente insumos para os restaurantes, e isso gera impacto real na economia local. Não estou falando apenas de comprar ingredientes, mas de criar uma rede sustentável, onde cada produtor entende a importância do seu trabalho e se sente valorizado. São dezenas de toneladas de insumos nativos saindo direto das mãos de quem produz para as nossas cozinhas. E não só isso: estamos falando de manejo responsável, de preservação de espécies, de um sistema que respeita a floresta e mantém sua biodiversidade viva. Eu vejo a gastronomia como uma ferramenta de mudança. Quando um cliente come um prato feito com pirarucu manejado, tucupi de produção artesanal ou uma farinha de uma comunidade específica, é uma mudança para o bem que mantém o fluxo de produção vivo.

Escape: “Você foi nomeado Embaixador de Turismo Mundial pela ONU, um reconhecimento inédito para um chef. Como essa responsabilidade muda sua visão sobre o futuro da gastronomia brasileira e qual é o próximo grande passo para a Casa do Saulo?”

Ser nomeado Embaixador de Turismo Mundial pela ONU foi uma honra imensa e, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade. Isso reforça ainda mais minha missão de usar a gastronomia como ferramenta de desenvolvimento para a Amazônia, tanto no aspecto econômico quanto na valorização da identidade cultural da região. Meu compromisso sempre foi muito além da cozinha: é sobre contar histórias, preservar saberes ancestrais e conectar as pessoas ao Tapajós por meio da comida. Mostrar que além da mata, tem vários povos ali. Acredito que o turismo gastronômico tem um papel fundamental nesse processo, pois gera impacto direto nas comunidades produtoras, fomenta a economia local e cria oportunidades reais para centenas de famílias. Esse reconhecimento internacional reforça a importância da gastronomia amazônica e brasileira no cenário global, mostrando que podemos ser referência em sustentabilidade e inovação sem abrir mão da tradição. Queremos continuar promovendo esse ciclo sustentável, onde cada prato servido carrega um pedaço da nossa floresta, da nossa cultura e da nossa gente.

Mais do que uma refeição, a Casa do Saulo é uma imersão cultural

A experiência na Casa do Saulo vai além do paladar. O ambiente foi cuidadosamente projetado para transportar os visitantes ao coração do Tapajós, com uma decoração que une elementos naturais e artesanato regional. Além disso, a casa conta com uma lojinha onde é possível encontrar louças, temperos e chocolates típicos do Pará, ampliando a vivência cultural da visita.

Mas o grande diferencial da Casa do Saulo é a autenticidade. Cada prato servido ali não é apenas uma receita bem executada, mas um pedaço do Tapajós trazido à cidade. Para os exploradores da alta gastronomia que buscam experiências exclusivas e inesquecíveis, este é um convite para descobrir a riqueza de um Brasil muitas vezes desconhecido, mas absolutamente fascinante.

Para quem busca o novo e o extraordinário

A Escape Magazine sempre busca destacar experiências únicas e sofisticadas, e a Casa do Saulo entrega exatamente isso: uma culinária de origem, repleta de história, com sabores autênticos e um compromisso profundo com a sustentabilidade. Para quem deseja uma experiência gastronômica de luxo que foge do óbvio, este é o lugar certo.

Se você nunca provou a verdadeira culinária paraense, agora é a hora. Se já conhece, a Casa do Saulo é a chance de reviver essa memória afetiva com um toque de excelência. Afinal, luxo não é apenas sofisticação—é exclusividade, autenticidade e experiências que marcam.

Serviço – Casa do Saulo – São Paulo
📍 Endereço: R. Gomes de Carvalho, 1666, Vila Olímpia
📞 Reservas: (11) 97641-0159 🗓️ Horário de funcionamento:
Segunda a sexta: 11h30–15h / 19h‑23h
Sábado: 12h–16h / 19h‑23h
Domingo: 12h–17h
📷 Instagram: @casadosaulosp

Foto de Vitor Horvath
Vitor Horvath