Com Fischer no pódio, OSESP, coros e cantores solistas fazem programa com Mendelssohn e sinfonia de Almeida Prado

Concertos trazem a Segunda Sinfonia do compositor alemão e a envolvente ‘Sinfonia dos Orixás’, do brasileiro Almeida Prado, entre quinta (07/mai) e sábado (09/mai) na Sala São Paulo; performance de sábado será transmitida ao vivo no canal da Osesp no YouTube

Fundação Osesp e o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, apresentam a Temporada Osesp 2026.

Nesta semana, entre quinta-feira (07/mai) e sábado (09/mai), a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp sobre ao palco da Sala São Paulo acompanhada do Coro da Osesp, do Coro Acadêmico da Osesp e dos cantores solistas Jone Martínez (soprano), Anna Carolina Moura (soprano) e Robert Lewis (tenor); novamente, o Diretor Musical e Regente Titular da Orquestra, Thierry Fischer, estará no pódio. Vale lembrar que a performance da Osesp de sábado, às 16h30, será transmitida ao vivo no canal oficial da Orquestra no YouTube.

O programa dará continuidade ao Ciclo Mendelssohn, que teve início na última semana, com a Segunda Sinfonia deste compositor alemão. Antes, na primeira parte dos concertos, ouviremos uma envolvente obra brasileira: a Suíte da Sinfonia dos Orixás, de José Antônio de Almeida Prado. Atenção: este repertório sofreu uma alteração e a obra O garatuja: Prelúdio, do compositor brasileiro Alberto Nepomuceno, foi realocada para os concertos que acontecerão na Sala São Paulo entre 22 e 24/out.

A primeira obra do programa, de Almeida Prado, foi composta na década de 1980, quando, já tendo passado por fases nacionalistas e vanguardistas, o compositor paulista desenvolveu uma linguagem singular para a Sinfonia dos Orixás, com pontos cantados em rituais do candomblé e 21 instrumentos de percussão, entre atabaques, agogôs, reco-recos e afoxés.

Dando prosseguimento ao ciclo dedicado a Felix Mendelssohn-Bartholdy, o programa se completa com sua Sinfonia nº 2 – Lobgesang. Contando com solistas e coro, a obra foi concebida à maneira de uma cantata. O próprio compositor regeu a obra em sua estreia, em 1840, como parte da celebração dos 400 anos da prensa de Gutenberg — e da publicação da tradução da Bíblia feita por Martinho Lutero.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp
Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdã, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto “Osesp Itinerante”, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

Thierry Fischer regente
Desde 2020, Thierry Fischer é diretor musical da Osesp, cargo que também assumiu em setembro de 2022 na Orquestra Sinfônica de Castilla y León, na Espanha. De 2009 a junho de 2023, atuou como diretor artístico da Sinfônica de Utah, da qual se tornou diretor artístico emérito. Foi principal regente convidado da Filarmônica de Seul [2017-2020] e regente titular (agora convidado honorário) da Filarmônica de Nagoya [2008-2011]. Já regeu orquestras como a Royal Philharmonic, a Filarmônica de Londres, as Sinfônicas da BBC, de Boston e Cincinnatti e a Orchestre de la Suisse Romande. Também esteve à frente de grupos como a Orquestra de Câmara da Europa, a London Sinfonietta e o Ensemble intercontemporain. Thierry Fischer iniciou a carreira como Primeira Flauta em Hamburgo e na Ópera de Zurique. Gravou com a Sinfônica de Utah, pelo selo Hyperion, Des canyons aux étoiles [Dos cânions às estrelas], de Olivier Messiaen, selecionado pelo prêmio Gramophone 2023, na categoria orquestral. Na Temporada 2024, embarcou junto à Osesp para a turnê internacional em comemoração aos 70 anos da Orquestra.

Coro da Osesp
O Coro da Osesp, além de sua versátil atuação sinfônica, enfatiza o registro e a difusão da música dos séculos XX e XXI e de compositores brasileiros. Destacam-se em sua ampla discografia Canções do Brasil (Biscoito Fino, 2010), Aylton Escobar: Obras para coro (Selo Digital Osesp, 2013) e Heitor Villa-Lobos: Choral transcriptions (Naxos, 2019). Apresentou-se em 2006 para o rei da Espanha, Filipe VI, em Oviedo, no 25º Prêmio da Fundação Príncipe de Astúrias. Em 2020, cantou, sob a batuta de Marin Alsop, no Concerto de Abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, feito repetido em 2021, em filme virtual que trazia também Yo-Yo Ma e artistas de sete países. Junto à Osesp, estreou no Carnegie Hall, em Nova York, em 2022, se apresentando na série oficial de assinatura da casa no elogiado Floresta Villa-Lobos. Fundado em 1994 por Aylton Escobar, integra a Osesp desde 2000, completando 30 anos de atividade em 2024. Teve como regentes Naomi Munakata [1995-2015] e Valentina Peleggi [2017-2019]. A partir de fevereiro de 2025, Thomas Blunt assumiu a posição de regente titular e, desde abril, Kaique Stumpf a de regente residente.

Coro Acadêmico da Osesp
Criado em 2013 com o objetivo de formar profissionalmente jovens cantores, o grupo é composto pelos alunos da Classe de Canto da Academia de Música da Osesp, sob regência de Marcos Thadeu. Oferece experiência de prática coral, conhecimento de repertório sinfônico para coro e orientação em técnica vocal, prosódia e dicção, além da vivência no cotidiano junto ao Coro da Osesp. Em 2021, a Classe foi reconhecida pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo como Curso Técnico, com o Diploma Técnico Profissionalizante de Nível Médio. O grupo se apresenta regularmente em concertos com o Coro da Osesp e Osesp. Em 2024, esteve na ópera Amor azul, de Gilberto Gil e Aldo Brizzi, e no Festival de Inverno de Campos do Jordão [2024], com a USP Filarmônica. Destacam-se também as apresentações Francisco(s) [2023] e Rasga o coração [2022] junto à Studio3 Cia. de Dança.

Programa
OSESP
CORO DA OSESP
CORO ACADÊMICO DA OSESP
THIERRY FISCHER
 regente
JONE MARTÍNEZ soprano
ANNA CAROLINA MOURA soprano
ROBERT LEWIS tenor
JOSÉ ANTÔNIO DE ALMEIDA PRADO Sinfonia dos Orixás: Suíte [Suíte organizada e idealizada por Carlos Eduardo Moreno]
FELIX MENDELSSOHN-BARTHOLDY Sinfonia nº 2 em Si bemol maior, Op. 52 – Lobgesang [Canto de louvor]


Serviço
07 de maio, quinta-feira, 20h00
08 de maio, sexta-feira, 20h00
09 de maio, sábado, 16h30 [Concerto digital]
Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos, São Paulo, SP
Capacidade: 1.388 lugares [Sala São Paulo]
Recomendação etária: 07 anos
Ingressos: 
Entre R$ 50,00 e R$ 330,00 (valores inteiros*)
Bilheteria (Fever): neste link
Telefone: 
(11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.
Estacionamento: Rua Mauá, 51 | a partir de R$ 27,00 | 600 vagas
Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante, e servidores da educação (servidores do quadro de apoio – funcionários da secretaria e operacionais – e especialistas da Educação – coordenadores pedagógicos, diretores e supervisores – da rede pública, estadual e municipal) têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.

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