Em tempos de pressa, há algo quase revolucionário em viajar devagar. Na Suíça, os trens panorâmicos transformam o deslocamento em experiência e convidam o passageiro a observar o caminho com calma, entre montanhas, lagos e vilarejos que surgem e desaparecem como cenas de um filme silencioso.

Os vagões, com janelas amplas do chão ao teto, fazem o tempo parar.
O trem parte e logo vêm as florestas fechadas, os vales profundos, as pontes de pedra, as casinhas isoladas que pontuam as encostas verdes. A paisagem não se exibe de uma vez. Ela se oferece aos poucos.
Há percursos que parecem ter sido desenhados para emocionar. Um deles é o que cruza os Alpes pela Ferrovia Rética, patrimônio mundial da UNESCO.
O Bernina Express liga Chur, no nordeste do país, à cidade italiana de Tirano, em uma sequência de curvas, túneis e viadutos — como o impressionante Landwasser, que surge em meio a um paredão de rocha.

Ao longo do caminho, os vagões passam por rios e a surpreendente curva de Montebello, com vista para a cordilheira Bernina.
Poucas horas depois, a paisagem se transforma completamente: surgem vilarejos ensolarados e até palmeiras, à medida que o trem se aproxima do sul.
Em outro extremo do país, o Glacier Express conecta duas das cidades mais sofisticadas da Suíça — St. Moritz e Zermatt — em oito horas de pura contemplação.
A velocidade é baixa, mas não por acaso: ela permite que o olhar repouse nos detalhes. É possível ver o vale do Reno, florestas densas e os 28 picos de mais de 4.000 metros ao redor do Matterhorn.

Na Excellence Class, um serviço de bordo digno dos grandes hotéis alpinos acompanha a paisagem com champanhe, almoço de cinco pratos e informações personalizadas sobre o trajeto.
Entre uma montanha e outra, o país também guarda caminhos menos monumentais, mas igualmente cênicos. O Luzern–Interlaken Express costura duas das cidades mais visitadas do país, cruzando lagos cristalinos. O GoldenPass Express liga Interlaken a Montreux com trens de design contemporâneo.
Já o Gotthard Panorama Express combina o trajeto ferroviário com um cruzeiro pelo Lago de Lucerna, em uma travessia que resgata a história das grandes viagens alpinas do século XIX.

Na Suíça, os trilhos não são apenas caminhos entre destinos. São parte essencial da própria viagem. Uma forma de ver o país com outros olhos: mais atentos, mais lentos e mais presentes.
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